domingo, 11 de janeiro de 2009

momento de partilha...


A boca,




onde o fogo



de um verão



muito antigo



cintila,




a boca espera






que pode uma boca



esperar



senão outra boca?





espera o ardor



do vento



para ser ave,




e cantar.


Eugénio de Andrade,

4 comentários:

Vieira Calado disse...

Os cantares do amor!

Bjs

Méon, disse...

Um dos mais belos poemas de E de Andrade!

Partilhado. SEMPRE!

Bj

Cata-Vento disse...

Do coração brotam as mais bonitas palavras de amor. Eugénio de Andrade encanta sempre quem o lê.

Beijinhos

Bem-hajas!

Ad astra disse...

como só ele!