quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A fúria dos elementos...

Noite alta. Um som diferente interrompe os sonhos. Os olhos mal abertos custam a reconhecer os contornos do quarto de dormir. As persianas da janela agitam-se em espasmos. Pela rua um ruído intenso, quase um urro, quase um uivo imenso. As árvores perderam as folhas e os ramos parecem contorcer-se nas dobras e redemoinhos de vento que as aspiram. Sobem folhas, pedaços de papel, bocados de plástico quebrado, num torvelinho, ultrapassando varandas e telhados...
Os momentos parecem interminavelmente inquietantes.O tempo recusa-se a passar sem que se cumpram as vontades do vento.O sono esgueirou-se para a preocupação, para o temor, da noite agitada.

Pela manhã, as notícias. A dimensão exacta dos acontecimentos. A temperatura quente do dia, num contraste de rigores sazonais, estranhos, inusitados.E todas as transformações da paisagem...


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