terça-feira, 26 de abril de 2011

Meio da vida

Porque as manhãs são rápidas e o seu sol quebrado
Porque o meio dia
Em seu despido fulgor rodeia a terra

A casa compõe uma por uma as suas sombras
A casa prepara a tarde
Frutos e canções se multiplicam
Nua e aguda
A doçura da vida

in Sophia de Mello Breyner Andresen, Obra Poética
Pintura(C) John Sharman
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