quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Quando amanhã

Quando amanhã,
na subida mais íngreme daquele monte,
um deus inscrever seu azulado arco
por sobre o fio geral do horizonte
-sobre o esplendor das asas matizadas
pelo calor da lenha a crepitar, pelo fulgor
das cinzas espalhadas rente à terra
como adubo atirado ao amanhecer -
dirás quanto de mim for posse e perda,
sorriso e choro, sabor de doces frutos
ou parca ilusão:
dirás quanto de tudo a vida se revolve,
se incendeia.
João Rui de Sousa
in Quarteto para as próximas chuvas
Imagem© photobucket.com
sábado, 31 de janeiro de 2009
Ventos e marés...

O mar enche-se de cor. Crescem as ondas...
Intenso o verde água redemoinha areias de outros fundos.
O vento alinha novas direccções.
Inverno contido na tarde.
Nesgas de céu. Retalhos de pedra. Ao longe perfila-se a sombra das ilhas.
O vento corta a pedra.Sorve-lhe as partículas de alma que lhe restam do sal das marés...
Equilibram-se nos castanhos, nos ocres.Persistem na silhueta do mar.
Da faina regressa o barco.Sustendo-se na espuma.Na ânsia do porto.
Na rota dos dias...
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Estou olhando os frutos repousados
e as pequenas sombras alongadas
sobre a mesa de madeira e pedra.
A brisa entra por uma porta antiga.
Uma pétala branca cai de uma flor branca.
Sou, mais do que sou, estou
na perfeição das coisas que me envolvem.
Repouso na sinuosa exactidão.
António Ramos Rosa
in A Rosa Esquerda
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
NOVOS SABORES...

Finalmente!!!!!!!
Um espaço que precisava de ser criado...
AGORA é só entrar nele e deixar o coração ficar!!!!
"BRIGADOS" I.
Imagem©Aosabordoslivros
domingo, 25 de janeiro de 2009
ESQUECIDOS...
sábado, 24 de janeiro de 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Amoeira
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
sábado, 17 de janeiro de 2009
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Faço um desenho de palavras com as vértebras
da terra, no mais fundo do chão, onde
começo a procurar o rio secreto
da noite, seguindo as correntes silenciosas
do corpo.É um trabalho que me irá ocupar
por inteiro; e quando chegar ao fim, vendo abrir-se
o estuário do sol nos braços secos da manhã,
levantar-me-ei da insónia em busca de uma revelação
de margens.[...]
da terra, no mais fundo do chão, onde
começo a procurar o rio secreto
da noite, seguindo as correntes silenciosas
do corpo.É um trabalho que me irá ocupar
por inteiro; e quando chegar ao fim, vendo abrir-se
o estuário do sol nos braços secos da manhã,
levantar-me-ei da insónia em busca de uma revelação
de margens.[...]
Nuno Júdice
in As coisas mais simples
Imagem ©Saito Norihiko
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Pela luz dos olhos teus

Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só pra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.
Vinicius de Morais
Imagem© photobucket.com Luis Zilhao
domingo, 11 de janeiro de 2009
momento de partilha...
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Tardes infinitamente grandes...
aquelas da infância!!!!
Em que o sol coado pelas folhas das árvores, a gulodice de uma fatia de pão generosamente barrada de compota e um monte de livros para ler...eram sinónimos de DIAS CHEIOS!
livros "gordos", sem bonecos, com páginas de letras cheias de aventuras e imaginação, das edições Romano Torres!!!!



terça-feira, 6 de janeiro de 2009
contos imperdíveis
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Revisited
domingo, 4 de janeiro de 2009
Amanhã...recomeçaremos!!!!
sábado, 3 de janeiro de 2009
Emoções...
imprevista , a tarde.
Fim da praia ou fim da tarde...
E, na tarde, a surpresa da descoberta.
Apenas o sol que brilha com outra luz!!!
A partilha, bem aconchegada ao coração.
Para a noite que se anuncia.
E a noite refaz-se, no outro lado das luzes.
À boca de cena. Nos bastidores.Nas máscaras.
Na cena. No palco. Nos actores.
No peso com que se apertam consciências e problemas.
Na explosão da luz. No meneio do acordeão.
Na vertigem das imagens.
Permanecer-se.
Na noite.
IMACULADOS.
Fotografias©AvelaneiraFlorida
Imagem© Teatro Aberto
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
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